Esforço comprova que superação é possível
Renan Rodrigues de 27 anos superou a paralisia cerebral e agora quer ingressar na carreira pública.
Graduado em Matemática pela Unesp de Presidente Prudente, Renan Rodrigues de Souza, de 27 anos, não deixa que a dificuldade na fala e nos movimentos decorrentes de uma paralisia cerebral sejam um obstáculo ao seu sonho. Com o diploma em mãos, o seu próximo passo é ingressar no serviço público.
“Eu pretendo trabalhar dando aula e eu acho que o concurso público é o caminho. Eu estou prestando o concurso para agente educacional da Fundação Casa, vou prestar o da Secretaria do Estado para professor e estou pensando na Caixa Econômica”, revela o matemático, que já prestou provas para a polícia civil e para professor da prefeitura de São Paulo. “Infelizmente eu não consegui, mas vou continuar estudando, que uma hora eu passo”, comenta.
Segundo Souza, a escolha pela disciplina de matemática vem desde criança. “É uma área que me atrai, que eu tenho um pouco de facilidade”, destaca. Antes de passar na segunda chamada dos vestibulares da USP e do Cefet, atual IFSP, e na terceira chamada da Unicamp. Para enfrentar essa maratona, estudou quatro anos no curso preparatório para vestibular da Educafro. Após a aprovação na faculdade, em 2006, deixou a cidade de São Paulo e passou a morar sozinho em Presidente Prudente.
As limitações físicas não o desanimam. “Tem que acreditar que tem capacidade, que pode ser incluído. Há exclusão no mercado de trabalho, mas tem de lutar e aproveitar a reserva de vagas em concurso”, recomenda Renan Souza.

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