Professor do Cespe/UnB comenta fases de concurso
Questões certo/errado, fases de concurso e dicas marcaram palestra de representante do Cespe/Unb
Muitos concurseiros tremem só de pensar em enfrentar a prova de itens, com afirmações certo/errado, típica das provas de concursos públicos organizados pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Fundação Universidade de Brasília (Cespe/UnB). Os critérios de escolha desse tipo de prova foram um dos assuntos abordados na palestra “Como é realizado um concurso público”, apresentada pelo professor de área de provas práticas da instituição, Luiz Mário Couto.
Nesse tipo de prova é feita uma afirmação e o candidato tem de indicar se ela está certa ou errada. Se errar a resposta, será penalizado com o desconto de pontos. Couto explicou que essa prova permite uma abordagem mais abrangente do conteúdo e é aconselhada pela UnB aos seus clientes. “Esse critério inibe o chute. Se não tiver certeza não chute, pois a penalização leva o candidato até a ter notas negativas”, destacou Couto.
O palestrante destacou também as principais características e desafios das fases dos concursos públicos e os cuidados que os candidatos devem tomar com cada etapa. Segundo Couto, as fases que podem integrar um concurso são prova objetiva, prova discursiva, avaliação física, exame médico, perícia médica, prova oral , prova prática, prova de títulos e curso de formação.
O bom desempenho do candidato começa com a leitura bem feita do edital, pois, em muitos caso, a pessoa perde a chance de fazer a prova por um pequeno detalhe. “Muita gente vai fazer a prova da área jurídica de bermudas e não pode entrar”, destaca. Ainda com relação a essa fase, o professor explicou que o candidato tem de acompanhar as retificações e os outros editais que forem publicados, pois as orientações podem mudar.
Quem acha que um conteúdo muito extenso significa uma prova mais difícil se engana. “Se eu tenho um programa com 200 itens e 100 a 150 perguntas, isso faz com que a pergunta seja mais simples, pois abrange uma grande área do conhecimento com menor profundidade”, explicou. Se por outro lado o programa for curto, Couto disse que é possível fazer várias perguntas com maior profundidade.
De acordo com o palestrante, as provas discursivas são cada vez mais requisitadas pelas instituições. “Os clientes já perceberam que as pessoas têm dificuldade de escrever. Algumas instituições como a AGU (Advocacia Geral da União), a Defensoria, e provas para juiz exigem várias provas discursivas.” Na opinião do professor, a avaliação mais complexa é a para o concurso de diplomata, que exige provas dissertativas em outras línguas.
Luiz Mário Couto chamou a atenção dos candidatos que só se preparam para a prova física após o resultado das provas objetivas. “Nessa avaliação o candidato deve mostrar que é capaz de certos procedimentos. Como o tempo é curto, a pessoa pode reprovar”, explicou. O candidato também precisa ter atenção com o tempo para apresentar a documentação da avaliação de títulos e dos requisitos para admissão, pois problemas nessas etapas podem significar a perda da chance de ingresso na carreira pública.
Por Eliane Anjos

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