Especialista destaca a importância da metodologia no estudo em concursos
Autor de livros da editora Elsevier, o ex-auditor fiscal da Receita Federal Gustavo Barchet também destaca a relevância da resolução de questões
A palestra ocorrida no auditório 3 da 2ª Feira da Carreira Pública no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, dia 28, das 11h às 12h, não teve o objetivo de mostrar a maneira de ingressar em uma determinada instituição ou a melhor forma de estudar uma disciplina específica, mas de orientar, de um modo geral, os interessados em galgar um cargo na esfera pública. Utilizando sua experiência como concurseiro durante 12 anos, o ex-auditor-fiscal da Receita Federal, cujo concurso é considerado um dos mais difíceis no país, o autor de livros da editora Elsevier e professor de Direito Administrativo Gustavo Barchet abordou, durante a conferência, a metodologia na preparação de concursos.
De acordo com o especialista, quem tem o interesse de passar por seleções deve compreender que a forma de preparação possui características próprias. “O concurseiro tem que entender que o objetivo não é aprender uma matéria, mas aprender a resolver questões. Em concurso, você tem que saber desse conhecimento específico”. E completa: “O grande segredo é a reiteração do estudo, ou seja, o concorrente deve ter uma meta. Não adianta ficar indo atrás de editais de concursos de áreas diferentes, pois o conhecimento não será aprendido adequadamente. Por isso, você tem que ter um norte, tem que resolver questões da mesma área e da mesma banca, porque cada uma tem um perfil diferente”.
Para Gustavo Barchet, o ideal é que o candidato não utilize vários livros diferentes, mas faça a releitura da mesma obra. “No meu caso, só absorvi e calcifiquei o conhecimento na terceira leitura do mesmo livro. É preciso apreender e depois memorizar. Se você condensa a matéria, terá um ótimo desempenho na resolução de questões. Em Direito, por exemplo, 90% das questões de concursos trazem o dispositivo da lei. O indicado é fazer a leitura seca da lei e da Constituição, porque aí você fará questões mais facilmente”, explica.
Além de enaltecer a concentração durante o estudo, o autor também assinala que o candidato deve manter a metodologia somente se ela estiver dando resultados. “Para adquirir conhecimento, é bom fazer um ‘travão’ mental dos problemas durante o estudo. Mesmo que, para isso, seja preciso diminuir o tempo de estudo, desde que ele ganhe em efetividade. Quem não tem tanta concentração não pode fazer um concurso com disciplinas mais pesadas. Caso a metodologia não funcione em uns dois meses, troque. O resultado poderá ser visto no percentual de acertos das questões. Também sempre reitere os estudos”, finaliza.

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