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Professor dá aula de Português na Feira

Márcio Coelho, da Academia do Concurso, resolveu questões com o auditório cheio

Com o auditório 4 lotado, o professor de Língua Portuguesa do curso Academia do Concurso, Márcio Coelho, deu uma verdadeira aula para o público, durante o segundo dia da 2ª Feira da Carreira Pública. No início da palestra, que tinha como tema central os enunciados e suas implicações e complicações, Coelho distribui um caderno com 25 questões objetivas para resolver com os alunos.

O professor separou alguns dos assuntos mais cobrados e complexos de Português, como acentuação, flexão nominal, formação de palavras, sintaxe, crase, pronome, numeral, pontuação, semântica e paralelismo. A cada questão feita, junto com os presentes no auditório, ele dizia qual era a certa e explicava o motivo.

Em relação à interpretação de texto, cobrada na maioria dos concursos, Coelho disse que não adianta estudar. "Interpretação não se estuda nem se ensina. Cabe ao professor orientar o candidato, dando dicas de como prestar atenção nos detalhes do texto, do enunciado e das alternativas", aconselhou. Ele ainda completa, dizendo que é melhor fazer as questões de regras gramaticais, que são mais decorebas, para depois interpretar os textos.

Sobre o novo acordo ortográfico, o palestrante disse que, dependendo da banca, ele já é encontrado nos concursos. "Até 2012, tanto o velho quanto o novo acordo podem ser cobrados, quem decide isso é a organizadora. Mas a partir do ano que vem, a nova ortografia já entra em vigor, e todas as seleções irão usá-la", completou.

O professor sugere que o estudo não seja voltado somente nas questões do último concurso. "É preciso saber tudo. A organizadora sempre confunde os concorrentes com 'pegadinhas' e pequenos detalhes que não costumam cair nas provas. Quem souber além do que foi visto na prova anterior, já está além dos outros. São essas questões que fazem a diferença na hora da nota", explicou.

Segundo Coelho, Português não deve ser a primeira matéria a ser feita durante a prova, nem a última. Ele lembra que, nos 30 minutos iniciais, os candidatos ficam muito nervosos, o que pode dificultar a interpretação de texto. E no final, as pessoas já estão cansadas e não se concentram o suficiente.

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