Visitantes que vieram nos três dias de feira se dizem extremamente satisfeitos
Para eles, o evento ajuda a se interar sobre o que o mercado está oferecendo
Durante o último dia da 2ª Feira da Carreira Pública do Rio de Janeiro, havia um visitante de carteirinha. Vinícius Moraes, 24 anos, é assistente administrativo da Prefeitura de Mesquita e compareceu ao espaço SulAmérica nos três dias de evento. "Eu acompanhei o site da feira desde que as notícias começaram a ser publicadas, imprimi os horários das palestras e montei a minha própria grade em casa, encaixando as que eu tenho mais interesse de forma que eu pudesse assistir a quase tudo durante esses três dias", contou o jovem, que se diz bastante satisfeito com o que já viu até agora.
"Tudo a que eu assisti foi incrível e, se eu pudesse, acompanharia todas. Moro longe e pego trem para ir embora, mas está valendo muito a pena, estou amando e acho que a Folha Dirigida deveria promover este evento de três em três meses, no mínimo", sugere Vinícius, que tem saído da feira após a última palestra, que termina às 21h.
Segundo o assistente administrativo, a Feira da Carreira Pública está acrescentando muito em sua interação com o mundo dos concursos. "Estou estudando há dois meses para os concursos do Ministério Público do Estado (MPE), Tribunal de Justiça (TJ) e Tribunal Regional Federal (TRF). Coloquei na minha cabeça que vou passar e pretendo me matricular em algum curso preparatório. O que eu percebi com a feira é que eu conhecia muito pouco do mercado, pois aqui estou tendo a oportunidade de me interar de inúmeras opções de cursinhos", contou.
Ele também ressaltou que outro ponto positivo do evento é a educação dos expositores. "As pessoas que estão trabalhando na feira são todas bem simpáticas e educadas, dá prazer ao visitar os estandes. Além disso, também estou adorando o fato de poder trocar e-mails com o pessoal que está assistindo às palestras, pois dessa forma poderemos nos ajudar e até mesmo marcar um grupo de estudos", planejou.
Além de Vinícius, uma dupla se conheceu durante a feira, já que os dois também vieram nos três dias de evento e assistiram a diversas palestras. Sheila Ferreira, 22, é estudante de Ciências Contábeis e vendedora. Raphael da Rocha, 29, é administrador. Apesar das carreiras diferentes, ambos buscam um mesmo objetivo: estabilidade profissinal.
"A princípio, quero fazer o concurso do Tribunal Regional Federal (TRF), especialmente pela carreira pública ser estável. Estou encantada com a feira, pois está me ajudando a escolher um curso preparatório, já que aqui encontro várias sugestões e dicas de como ser aprovada no TRF, além de livros a preço de custo. Essa oportunidade de estar aqui é incrível, estou saindo daqui como outra pessoa, renovada", diz Sheila, que ressalta dois pontos fortes da Feira da Carreira Pública: "as palestras e o fato de a entrada ser gratuita".
Para Raphael, que estuda desde o início do ano para o concurso do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a feira também está colaborando para seu processo preparatório. "Estou conhecendo vários cursos e me sinto muito motivado com os palestrantes, que são pessoas como a gente, que batalharam e venceram. Quero participar das seleções para o TRE, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Ministério Público (MP), a princípio. A carreira pública me agrada bastante, pois traz estabilidade, sem falar que me encanta a ideia de poder ajudar o próximo, e é isso que o servidor público faz", declara.
Ele conta que o motivo que o trouxe de volta nos três dias da feira foi o fato de que, no primeiro dia, a quantidade de pessoas circulando o incomodou. "Estava muito cheio, não dava para ver as coisas direito, então resolvi voltar no sábado. No entanto, não consegui assistir a palestra do William Douglas e é principalmente por esse motivo que eu voltei hoje, pois quero assistí-la".
A dupla fez questão de deixar um recado para os interessados em participar de concursos públicos. "É melhor lançar-se à luta, mesmo exposto aos insucessos, do que permanecer na penumbra com aqueles que não conhecem nem a vitória, nem a derrota", disse o administrador, complementado por Sheila: "Estuda-se não para passar, mas até passar". Ela também ressaltou que ambas as frases não são de autoria deles, mas os dizeres os marcaram para sempre.

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